Sábado, 02 de Agosto de 2008
Estadão de Hoje, Metrópole
Os 30 hospitais públicos estaduais registraram queda de 42% no número de atendimentos a vítimas de trânsito no primeiro mês de vigência da lei seca, em comparação com o mesmo período do ano passado - entre 19 de junho e 20 de julho de 2007, foram 7.741 atendimentos, ante 4.449 em intervalo idêntico deste ano, quando a nova legislação já estava em vigor.
Segundo cálculos da Secretaria de Estado da Saúde, neste ano, na comparação entre o mês imediatamente anterior à lei seca (quando houve 9.102 atendimentos) e seu primeiro mês de vigência (com 4.449 casos), a rede hospitalar estadual economizou R$ 4,5 milhões. O cálculo foi realizado levando-se em conta que um paciente internado custa, em média, R$ 3 mil (remédios, exames, cirurgias e hospitalização) e outro, atendido e depois liberado, custa R$ 500 (incluindo remédios e exames).
Blitz da lei seca leva 10 motoristas a delegacias em SP
RICARDO VALOTA - Agencia Estado
SÃO PAULO - Pela segunda madrugada consecutiva, policiais militares do 34º Batalhão realizaram a chamada blitz da lei seca em vários pontos da capital paulista. Foram 16 bloqueios montados pela PM entre as 22 horas de ontem e 4 horas da madrugada deste sábado.
Na Zona Norte, os policiais realizaram os bloqueios em ruas e avenida das regiões do Carandiru, Limão e Casa Verde; na zona sul, na Vila Olímpia e Brooklin; na zona leste, na Penha e Tatuapé, além da região central da cidade. Apenas a zona oeste ficou de fora. A PM abordou 310 motoristas; destes 153 passaram pelo teste do bafômetro.
Como apresentavam nível acima de 0,3 mg de álcool por litro de ar expelido, dez condutores foram encaminhados à delegacia; sendo um ao 1º DP, da Sé(centro); dois ao 3º DP, de Santa Ifigênia (centro); um ao 10º DP, da Penha (zona leste); dois ao 13º DP, da Casa Verde(zona norte); um ao 30º DP, do Tatuapé (zona leste); e três ao 96º DP, do Brooklin (zona sul).
Pela lei, esses dez motoristas, além de serem multados e levados para a delegacia, respondem criminalmente, podendo perder a carteira de habilitação e pegar uma pena que varia de 6 meses a 3 anos. O infrator, neste caso, só é liberado após para responder em liberdade após pagar uma fiança de R$ 300 a R$ 1.200.
Outros 19 motoristas foram flagrados pelo bafômetro com nível de álcool entre 0,11 mg e 0,2 9mg, o que lhes custou uma multa, de R$ 957,20, correndo o risco de ter a carteira de habilitação suspensa de 12 a 24 meses.